Comissão aprova defesa jurídica gratuita para profissionais de segurança pública

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante defesa jurídica integral e gratuita para profissionais de segurança pública.
A proposta original é de autoria do deputado Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, e recebeu substitutivo do relator, deputado Sargento Fahur, do PL do Paraná.
O texto amplia a proteção institucional a agentes que respondam a processos civis, penais ou administrativos decorrentes de atos praticados durante o trabalho ou em razão da função pública.
Lista de beneficiários foi ampliada
Na proposta original, a defesa jurídica era voltada a integrantes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal e Penal.
O substitutivo aprovado ampliou a lista de profissionais contemplados.
Com a mudança, também passam a ser incluídos guardas municipais, bombeiros, peritos criminais, policiais legislativos e judiciais, agentes de trânsito e agentes socioeducativos.
A medida também poderá valer para agentes da reserva ou inativos, desde que os fatos tenham ocorrido enquanto ainda estavam em exercício.
Assistência em processos ligados à função
A defesa jurídica será oferecida em processos civis, penais ou administrativos relacionados à atividade profissional do agente.
Para ter direito ao benefício, o profissional deverá comprovar que o ato questionado ocorreu no exercício da função ou em razão dela.
A defesa poderá ser feita pela Advocacia-Geral da União, pelas procuradorias dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Quando esses órgãos não tiverem estrutura suficiente para atender à demanda, os governos poderão firmar convênios com defensorias públicas ou escritórios de advocacia credenciados.
Proteção institucional, não impunidade
O projeto prevê limites para evitar distorções.
A assistência jurídica não será prestada ou poderá ser cancelada se ficarem comprovados má-fé, fraude, dolo específico ou conflito de interesses entre o agente e o Estado.
Esse ponto é importante para deixar claro que a proposta não cria salvo-conduto para abuso, desvio de conduta ou crime doloso.
O objetivo é garantir defesa adequada quando o profissional é processado por atos ligados ao exercício legítimo da função.
Valorização das forças de segurança
A aprovação do texto reforça uma pauta central para o campo conservador: a valorização dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública.
Policiais, bombeiros, guardas municipais, agentes penitenciários, peritos e demais profissionais do setor enfrentam riscos diários, tomam decisões sob pressão e lidam com situações de alta complexidade.
Em muitos casos, esses agentes acabam respondendo a processos por ações realizadas em serviço, mesmo quando atuavam em defesa da ordem pública ou no cumprimento do dever.
A proposta busca assegurar que o profissional não fique sozinho diante de custos jurídicos elevados quando o caso estiver ligado à função exercida.
Segurança pública exige respaldo legal
O Estado cobra ação, coragem e resultado dos profissionais de segurança. Por isso, também precisa oferecer respaldo institucional quando esses agentes são questionados judicial ou administrativamente por atos funcionais.
Sem defesa adequada, o profissional pode enfrentar insegurança, endividamento e desamparo mesmo antes de qualquer decisão definitiva.
Para defensores do projeto, garantir assistência jurídica é uma forma de proteger a autoridade pública, valorizar a carreira e evitar que o medo de processos paralise a atuação legítima das forças de segurança.
Projeto ainda precisa avançar
Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, a proposta ainda não virou lei.
O texto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Quem protege a sociedade também precisa de proteção institucional
A segurança pública depende de profissionais preparados, responsáveis e amparados pelo Estado.
Quando um agente age dentro da lei e no exercício de sua função, não deve ser abandonado diante de processos decorrentes da própria atividade.
A proposta de Marcos Pollon, relatada por Sargento Fahur, avança nesse sentido ao garantir defesa jurídica a profissionais que atuam em uma das áreas mais arriscadas do serviço público.
Valorizar a segurança pública não é apenas cobrar resultados. É também oferecer condições, respaldo e segurança jurídica para quem está na linha de frente da proteção da sociedade.



